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Artigo:
O nó da avaliação
de desempenho
Luís Carlos Carvalho
da Silva
Relatórios gerenciais
conseguem medir desempenho,
mas não são capazes,
como peças autônomas,
de gerar movimento contínuo
nas áreas incumbidas
de produzir resultados. Explicando
melhor: dados combinados (informação)
são, efetivamente, instrumentos
de avaliação de
desempenho, mas fotografam o
passado e pouco influenciam
as equipes de trabalho no enfrentamento
de novos desafios.
O
“nó” dos
sistemas de avaliação
de desempenho, em todos os níveis
nas organizações,
localiza-se exatamente no seu
efetivo poder de impulsionar
a performance sem que isso resulte
em impacto negativo no clima
interno. Esse impacto diz respeito
unicamente à imagem que
permeia os sistemas de avaliação,
invariavelmente: se por um lado
existe a possibilidade da recompensa
pelo resultado alcançado,
de outro é clara a ameaça
de punição pela
não consecução
de metas.
O
caminho mais sensato parece
ser o de estabelecer-se a interatividade
entre as informações
gerenciais consolidadas e os
instrumentos de avaliação
correntes, provocando uma leitura
instantânea e precisa
do desempenho. Entretanto, aspectos
de postura, que determinam a
performance, jamais devem ser
analisados sob a ótica
fria dos números.
Desconsiderar
a influência de elementos
da dinâmica dos negócios,
da volatilidade das equipes,
de aspectos de ambiência
e características intrínsecas
de mercado, que acrescentam
complexidade aos processos,
significa voltar a gestão
de pessoas excessivamente para
a mecanização
e fechar aos poucos as portas
da humanização
das relações.
Por
último, a utilização
da ferramenta de avaliação
como elemento de pressão
pelo resultado pode render-lhe
a perda da identidade de instrumento
de formação profissional,
além de gerar frustração
em quem gosta e precisa gerenciar
talentos.
27.06.2000
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