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Série
Alicerces do Endomarketing:
Artigo:
O Foco e a Energia.
Luís Carlos Carvalho
da Silva
A motivação
é o elo perdido. A cada
minuto surge uma nova teoria
sobre como acender a chama da
motivação nas
pessoas, como fazê-las
encontrar seus motivos para
ação e orientá-las
no sentido da comunhão
de resultados. Sumantra Ghosha
e Heike Bruch afirmam no artigo
“Os executivos, o foco
e a energia” que na maioria
das organizações,
as rotinas diárias ocorrem
sem necessidade de muita supervisão
e que a tarefa dos executivos,
por isso, é fazer com
que a empresa realize mais do
que meramente caminhar e passar
a progredir de formas inovadoras
e surpreendentes. É preciso
dar sentido à motivação
individual. Ghosha e Bruch,
após exaustiva observação
da ação executiva
em empresas multinacionais durante
10 anos, concluem que a eficácia
deriva da combinação
de duas características:
foco e energia.
O
foco é a atenção
concentrada – a capacidade
de concentração
em uma meta e efetivamente atingi-la.
A liderança focada não
vive no modo reativo, possui
uma compreensão profunda
do que desejam atingir e pondera
cuidadosamente suas opções
antes de escolher um curso de
ação.
A
energia é o vigor que
é alimentado por um intenso
compromisso pessoal. A energia
é o que estimula o indivíduo
a dar um passo extra quando
precisa enfrentar uma carga
de trabalho pesada e cumprir
prazos apertados.
Embora
as duas características
sejam positivas, nenhuma delas
sozinha é suficiente
para gerar o tipo de ação
objetiva que as organizações
mais precisam por parte de suas
lideranças e, por extensão,
de seus colaboradores. Ghosha
e Bruch assinalam que “o
foco sem energia degenera em
execução apática
ou conduz à exaustão”.
Em contra-ponto alertam para
a observação de
que “a energia sem foco
se dissipa em diligência
sem objetivo ou, em sua forma
mais destrutiva, leva a uma
série de fracassos devastadores”.
Ambos descobriram que a inserção
das duas características
em uma matriz nos forneceria
uma boa estrutura não
apenas para o diagnóstico
das causas da atividade não-produtiva,
como também as fontes
da ação objetiva.
A Matriz foco–energia,
de Ghosha e Bruch (veja quadro)
identifica quatro tipos de comportamento
das lideranças: protelador,
descomprometido, disperso e
determinado, indicando a relação
entre a intensidade na busca
do foco e do quantum de energia
que se emprega nesse intento.
Na ação de planejamento
de Endomarketing é preciso
considerar a formação
dos quadrantes de descomprometimento,
protelação, dispersão
e determinação,
na efetiva construção
de um ambiente propício
à manifestação
da motivação individual.
A
partir desse insight, as ações
de Endomarketing que têm
por objetivo inserir o conjunto
de colaboradores no quadrante
da determinação
(máximos foco e energia),
devem considerar que essa mudança
ocorrerá na medida em
que todos forem estimulados
a interpretar suas motivações
pessoais e buscar sentido para
seus papéis nos diversos
contextos corporativos.
Out/2003
Baseado
no artigo “Os executivos,
o foco e a energia” de
Sumantra Ghoshal e Heike Bruch,
publicado na revista HSM Mangement
em outubro de 2002.
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