Público
interno merece atenção
Faz
parte do plano de gestão, ainda,
definir os objetivos da empresa. Novamente,
este é um item que deve ser
compartilhado e absorvido por todos
os integrantes da equipe. Por muito
tempo, a postura dos “chefes”
era a de reter informações
como forma de assegurar o poder. Entretanto,
com a evolução dos modelos
de gestão, o recomendado tem
sido adotar o modelo participativo.
A comunicação transparente
fortalece a participação
das pessoas em todo o processo, assegura
o professor.
É dentro desse novo ambiente
que os colaboradores estão
ganhando mais espaço para contribuir.
“É preciso que os líderes
ouçam e dêem importância
às sugestões, críticas
e análises dos colaboradores.
Valorizar o que o cliente interno
diz é essencial para conseguir
ouvir o cliente externo. A satisfação
do cliente interno repercute na satisfação
do cliente externo”, explica
o consultor.
Com a mesma intensidade, essa satisfação
precisa estar presente nos fornecedores,
compradores, comunidade onde a empresa
está inserida, enfim, em todos
os públicos que fazem parte
da organização. Como
fazer isso? “Por meio do endomarketing,
que visa atender à demanda
interna e proporcionar um clima motivacional,
de satisfação, de forma
que o colaborador goste de trabalhar
na empresa que escolheu e consiga
desempenhar o seu papel. A rede de
valores é extremamente importante”,
destaca Nildo Leite.
Etapas
Vencidas todas as etapas anteriores,
a empresa deve identificar e desenvolver
estratégias e combinações
de estratégias para planejar
a estrutura da organização,
ou seja, atividades que auxiliem as
pessoas a trabalharem em equipe. Para
as empresas que estão começando,
há destaque para o processo
de recrutamento e seleção.
Para as que já estão
atuando no mercado, a necessidade
é de reavaliar e identificar
o perfil dos colaboradores para que
possam desenvolver melhor suas funções.
“Considero essa uma etapa difícil,
porque é preciso combinar as
competências técnicas
com o nível de relacionamento
e postura do profissional”,
afirma o professor.
O
passo seguinte é estabelecer
os procedimentos e identificar a estrutura
(para a empresa que está iniciando)
ou reavaliar aquilo que se tem. Além
desses cuidados, não se pode
descuidar do capital: avaliar as condições
financeiras da organização
para o que está em planejamento.
Após
estabelecer os procedimentos e estratégias,
é hora de desenvolver um plano
de ações para dar suporte
a todo o processo, estabelecendo um
cronograma. A última fase é
o controle e o feedback de todas as
etapas da gestão estratégica.
Tudo isso, no entanto, exige uma visão
sistêmica, alerta o consultor.
“Esse é um item necessário
para o qual os gestores devem se atentar”,
frisa.
Para
conferir se estão no caminho
certo, indica Nildo, os gestores devem
fazer uma análise de si e da
organização e se cercarem
de pessoas com competência técnica
e que saibam relacionar-se com as
pessoas. “O importante é
também identificar as oportunidades
e preparar-se para as ameaças
existentes”, complementa.
Mais
um alerta: quando as empresas decidirem
buscar profissionais no mercado como
auxílio, elas devem avaliar
quais os profissionais que estão
trazendo para dentro delas, não
só em termos de experiência,
como de honestidade e caráter.
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